Oposicionista volta ao Zimbábue para corrida presidencial

O líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, retornou ao país neste sábado para iniciar a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 27 de junho. Em uma coletiva de imprensa logo após o desembarque em Harare, Tsvangirai rejeitou a proposta de um governo de união nacional e afirmou que irá derrotar o presidente Robert Mugabe na corrida presidencial.

BBC Brasil |

Tsvangirai deixou o Zimbábue no dia 8 de abril, quando começou uma iniciativa para que Mugabe deixasse o poder, já que se considera o vitorioso no 1º turno das eleições, realizado em 29 de março.

Há uma semana, o líder da oposição cancelou a sua viagem de volta ao Zimbábue, alegando informações de uma fonte segura sobre uma conspiração de assassinato.

Violência
O oposicionista afirmou estar seguro de que Mugabe não vencerá o 2º turno das eleições e condenou a violência do partido governista contra os simpatizantes do partido de oposição Movimento pela Mudança Democrática (MDC).

Representantes da oposição de ativistas de direitos humanos afirmam que centenas de simpatizantes do MDC ficaram feridos e 40 foram mortos desde o 1º turno das eleições presidenciais.

Segundo o correspondente da BBC em Johanesburgo, Peter Blies, os hospitais estariam tendo dificuldade de atender às vítimas do que está sendo considerado uma campanha do governo contra os simpatizantes do MDC.

O partido governista de Robert Mugabe, Zanu-PF, nega qualquer violência contra o MDC.

Segundo os resultados do primeiro turno, Morgan Tsvangirai recebeu mais votos do que o atual presidente Robert Mugabe, mas não o suficiente para evitar um segundo turno.

Segundo a Comissão Eleitoral, Tsvangirai ganhou por 47,9% dos votos, contra 43,2% de Robert Mugabe.

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