Oposição venezuelana pede investigação de funcionários de Chávez

Caracas, 9 mar (EFE).- O partido venezuelano de oposição Um Novo Tempo (UNT) pediu hoje à Procuradoria Federal que investigue a denúncia de que entre os afetados pela fraude no Stanford Bank há funcionários ou ex-funcionários do Governo do presidente Hugo Chávez.

EFE |

"Que (a Procuradoria) vá aos Governos de Antígua e Barbudas, Panamá e Estados Unidos e solicite a lista de clientes venezuelanos no Stanford Bank destes países, para ver quais deles têm ou tiveram cargos como funcionários do Estado venezuelano", pediu Enrique Ochoa Antich, secretário-executivo do UNT.

O texto destaca que o deputado Ismael García, dirigente do partido Pátria Para Todos (PPT), também de oposição, denunciou recentemente que entre os clientes da filial em Antígua do Stanford Bank figuram "'os novos ricos', referindo-se aos funcionários e ex-funcionários públicos".

Antich também lembrou que o superintendente nacional de Bancos, Edgar Hernández, disse estimar que somente na filial de Antígua do Stanford Bank havia entre US$ 2,3 bilhões e US$ 3 bilhões em contas de cidadãos e empresas venezuelanas, de um total de depósitos calculados em US$ 8,5 bilhões.

A filial venezuelana do Stanford Bank, que será leiloada em 20 de março, sofreu a intervenção do Estado, pouco após a divulgação, em fevereiro, da fraude em sua matriz americana, o que causou uma retirada em massa de depósitos na Venezuela.

O dono do banco, o texano Robert Allen Stanford, é acusado nos Estados Unidos de operar um esquema fraudulento de investimento com o qual teria captado US$ 8 bilhões.

Diversos grupos financeiros venezuelanos "estão interessados" na aquisição da filial venezuelana do Stanford Bank, disse ontem o ministro das Finanças, Alí Rodríguez, sem descartar que devido a essa transação "ocorra uma fusão" entre eles.

Rodríguez insistiu em que a intervenção estatal da filial local deveu-se a "razões externas" alheias ao sistema financeiro local, que, segundo ele, "é um dos mais seguros do mundo". EFE ar/jp/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG