Oposição venezuelana nega complô golpista

Caracas, 15 set (EFE).- Diferentes porta-vozes da oposição venezuelana desmentiram a acusação do presidente Hugo Chávez, feita no último domingo, de que seriam cúmplices de um golpe e pediram que o chefe de Estado respeite a Bolívia e se preocupe com os problemas nacionais.

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"Temos problemas muito graves na Venezuela que têm a ver com a impunidade, com a falta de políticas de Estado no tema da segurança", mas "Chávez está de braços cruzados diante disso", ressaltou o líder opositor Manuel Rosales.

Na última quinta-feira, Rosales disse, em relação ao suposto complô denunciado contra Chávez um dia antes, que o presidente "deve se acalmar" e tomar consciência de que sairá do cargo por meio "de votos" e não por "intentonas".

Por sua vez, o secretário do Partido Comunista da Venezuela, Oscar Figuera, disse que seus militantes atuarão a partir de hoje para "defender a revolução e suprimir a conspiração", mas não deu mais detalhes.

Jesse Chacón, um dos candidatos governistas nas eleições de novembro, liderou hoje uma manifestação junto à Promotoria, onde entregou um documento que exige "uma investigação a fundo" sobre "a tentativa de magnicídio planificado" contra Chávez.

Na última semana, foram divulgados vídeos nos quais três altos oficiais venezuelanos, que estão se aposentando, colocam como objetivos matar o presidente Chávez ou derrubá-lo.

Segundo o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), além de militares envolvidos, alguns já detidos, o complô inclui civis, entre os quais destacariam vários responsáveis por meios de comunicação privados.

Diosdado Cabello, diretor do PSUV e ex-membro do Governo, adiantou que, "se algo acontecer", os seguidores do presidente fecharão todas as saídas de Caracas para que os que apóiam a eliminação ou a derrubada de Chávez não possam ir embora.

Cabello afirmou que a falta de condenação desses planos (de golpe) por parte de destacados setores da oposição deixa em evidência sua "cumplicidade".

Ele afirmou que a oposição quer transformar a capital venezuelana em um "rio vermelho". EFE ar/rb/rr

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