Reunidos na Mesa da Unidade Democrática, partidos apoiarão mesmo candidato contra Hugo Chávez, que garantiu estar bem de saúde

A oposição venezuelana, reunida na Mesa da Unidade Democrática, firmou nesta segunda-feira uma "aliança política de longo alcance", em que se compromete a apresentar um único candidato para enfrentar Hugo Chávez nas eleições presidenciais de 2012 , e traçar um projeto comum de governo.

Líderes da oposição venezuelana Henry Falco (esq) e Henrique Capriles participam de reunião da Mesa da Unidade Democrática em Caracas
AFP
Líderes da oposição venezuelana Henry Falco (esq) e Henrique Capriles participam de reunião da Mesa da Unidade Democrática em Caracas

"Nós, signatários desse acordo, apoiaremos o candidato que, nas primárias de 12 de fevereiro, for escolhido como representante da Unidade Democrática nas próximas eleições presidenciais", diz o documento chamado de Compromisso por um Governo de União Nacional, assinado por representantes dos partidos de oposição e por todos os pré-candidatos presidenciais.

"Essa aliança vai além das eleições e de um mero acordo de governo para poucos anos. Constituímos uma aliança política e social de longo alcance", diz o texto, que aponta um futuro governo que tenha entre suas prioridades reativar a economia e promover a segurança dos cidadãos.

Dez líderes opositores, entre eles governadores e prefeitos, apresentaram-se como candidatos nas primárias da MUD, que elegerá o candidato comum que disputará com Hugo Chávez as eleições de 7 de outubro de 2012.

Segundo pesquisas de opinião, os governadores dos estados de Miranda, ao norte, e Zulia, a oeste, Henrique Capriles e Pablo Pérez, respectivamente, têm as maiores chances de se tornar o candidato de oposição.

Em meio a composição eleitoral, Chávez, cujo estado de saúde tem sido classificado como mais frágil do que o aparente , garantiu nesse domingo que está "saudável" e que a quimioterapia contra o câncer não lhe causa efeitos colaterais.

"Sinto meu corpo saudável e agradeço Deus, a todos vocês e à ciência médica, além do meu corpo. Sinto minha alma renascida, curada", afirmou o presidente venezuelano em telefonema durante ato presidido pela ministra da Juventude, Maripili Hernández, transmitido pelo canal estatal VTV.

Chávez garantiu que todos os seus sinais vitais permanecem bem e evoluindo positivamente. "Por sorte, o tratamento de quimioterapia não afetou nenhum órgão, não teve efeitos colaterais", disse.

O presidente não aparece em público desde que v oltou à Venezuela, na quinta-feira, após ter concluído o quarto ciclo de quimioterapia em Cuba , e também não enviou mensagens pelo Twitter, rede social na qual tem milhões de seguidores.

O silêncio de Chávez deu origem a boatos sobre o agravamento de seu estado de saúde, que aumentaram com a decisão do presidente de cancelar seu encontro com o líder iraniano, Mahmud Ahmadinejad, previsto para o sábado.

Chávez, que não permite que outros divulguem informações sobre seu estado de saúde, planeja concorrer à reeleição em 7 de outubro de 2012, para um terceiro mandato de seis anos.

Com AFP

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