Bangcoc, 8 abr (EFE).- As forças de segurança da Tailândia entraram em alerta máximo nesta quarta-feira (hora local) devido ao novo protesto convocado pela oposição, que disse que levará 300 mil pessoas às ruas.

Os opositores exigem a renúncia do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, que ontem, na cidade litorânea de Pattaya, escapou ileso dos pedaços de madeira e galões de água jogados por cerca de 50 manifestantes contra o seu carro.

Vejjajiva transferiu o Governo para Pattaya devido ao cerco ao palácio governamental promovido pelos membros da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, a plataforma de Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe de Estado em 2006 e foragido da justiça.

Os chamados "camisas vermelhas" se reunirão hoje nos redutos de Shinawatra no norte e no leste da Tailândia, ao passo que, em Bangcoc, marcharão até a residência do máximo conselheiro real, o general reformado Prem Tinsulanonda, acusado de planejar o levante de três anos atrás.

O influente Tinsunalonda, que foi chefe do Executivo entre 1980 e 1988, nega o golpe e afirma que Shinawatra tenta dividir a sociedade tailandesa.

Por sua vez, Shinawatra disse que a manifestação pode acabar virando uma guerra civil ou uma revolução popular. EFE grc/sc

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