Oposição tailandesa acusa Governo de explosão de bomba em sua própria sede

Bangcoc, 20 nov (EFE).- Os líderes da oposição acusaram o Governo tailandês de estar por trás da explosão de uma bomba na sede do Governo, em Bangcoc, ataque que deixou hoje um morto e 23 feridos em meio a um grupo de manifestantes.

EFE |

A bomba, que segundo a Polícia pode ser um granada M-79, explodiu esta madrugada na parte externa da sede governamental, ocupada por milhares de partidários da Aliança do Povo para a Democracia (APD) desde o último dia 26 de agosto.

Um dos líderes da APD e dono de vários meios de comunicação, Sonthi Limthongkul convocou para o próximo domingo uma manifestação nas ruas da capital tailandesa para pedir a renúncia do primeiro-ministro Somchai Wongsawat e de seus aliados.

"A APD não pode tolerar por mais tempo este Governo assassino, que mata cidadãos diariamente e de forma cruel", declarou Limthongkul em manifesto que leu após a realização de uma reunião de urgência com os líderes dos protestos.

"Portanto, a APD decidiu convocar uma manifestação jamais organizada para o próximo dia 23, que marchará em direção ao Parlamento para acabar com este Governo de marionetes", acrescentou, em mensagem divulgada em várias emissoras de rádio e TV.

A explosão aconteceu vários dias após o general Khattiaya Sawasdiphol, um dos líderes do movimento que apóia o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, ameaçar a Aliança com ataques caso não desocupasse a sede governamental.

O fugitivo Shinawatra, condenado mês passado a dois anos de prisão por abuso de poder, está atualmente em Dubai, onde procura um lugar para morar após as autoridades do Reino Unido revogarem seu visto.

O recinto governamental, no qual os manifestantes vivem em tendas de campanha e são realizados comícios e shows de rock em um grande palco, foi alvo de outros ataques com granadas nas últimas semanas, que deixaram 13 pessoas feridas.

O episódio mais grave de violência neste protesto aconteceu em 7 de outubro, quando duas pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas em conseqüência de bombas de gás lacrimogêneo lançadas pelos agentes antidistúrbios.

Outro manifestante da Aliança morreu este ano em um confronto entre partidários e opositores do Governo.

O primeiro-ministro tailandês ainda não pôde ocupar seu escritório oficial no palácio do Governo e desempenha suas funções de instalações temporárias no antigo aeroporto de Don Muang, a cerca de 30 quilômetros do centro urbano.

Seu antecessor no cargo e companheiro de partido, Samak Sundaravej, foi inabilitado há dois meses pelo Tribunal Constitucional por cobrar para apresentar um programa culinário na televisão sendo chefe do Executivo.

A Tailândia atravessa uma crise política em razão da vitória nas eleições de 23 de dezembro de 2007 dos aliados de Shinawatra, que expulsou do poder um golpe militar em 19 de setembro de 2006. EFE grc/fh/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG