Oposição rejeita iniciativa do Governo do Sudão para Darfur

Cartum, 14 out (EFE) - Os principais partidos de oposição sudaneses mostraram hoje sua rejeição à iniciativa de paz para Darfur que o presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, lançará nesta quinta-feira em uma conferência em Cartum.

EFE |

Em comunicado emitido hoje, 25 partidos e organizações opositoras afirmaram que a proposta presidencial, batizada de "A iniciativa do povo sudanês", deixa de lado a maioria das forças políticas e organizações civis de Darfur.

Além disso, criticam a ausência de datas para sua aplicação.

Para as organizações signatárias, nem Bashir nem seu partido, o Partido da Conferência Nacional, estão capacitados para dirigir a iniciativa por serem "parte essencial" da crise.

Na nota, eles solicitam ao Governo que emita leis para que os direitos da região sejam respeitados, declare um cessar-fogo, desarme as milícias e satisfaça às exigências dos habitantes de Darfur.

Os grupos civis e opositores destacam a necessidade de uma divisão de poder assim como das riquezas desta região, que vive em conflito desde 2003.

Além disso, eles pedem o pagamento de indenizações a seus habitantes e a libertação dos presos políticos.

Na segunda-feira, Bashir anunciou que esta iniciativa "para a reconciliação nacional e a paz global em Darfur" terá início na quinta-feira após sua apresentação oficial.

O presidente sudanês afirmou que esse plano foi alcançado após intensos contatos para coordenar seu projeto com a Liga Árabe e com mediadores da ONU e da União Africana (UA).

Esta iniciativa foi apresentada por Bashir em julho durante uma viagem a Darfur, durante a qual pediu às milícias desta região que depusessem as armas e se unissem "ao processo de reconstrução e desenvolvimento de Darfur".

"Renovo a iniciativa de reunir todas as partes envolvidas, inclusive as que ainda estão lutando, para se unir ao processo de paz", disse Bashir na ocasião.

O projeto do presidente inclui a reinstalação da segurança, o retorno dos deslocados e dos refugiados, calculados em 2,5 milhões, assim como a reconstrução dos serviços básicos destruídos durante o conflito armado de Darfur. EFE az/ab/db

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