Oposição quer suspender plebiscito após passagem de ciclone por Mianmar

Bangcoc, 9 mai (EFE).- O principal partido da oposição em Mianmar (antiga Birmânia) exigiu hoje que a Junta Militar suspenda a realização amanhã do plebiscito constitucional em todo o país em função da passagem do ciclone Nargis, que deixou 23 mil mortos, 42 mil desaparecidos e 1,5 milhão de desabrigados.

EFE |

"Perante esta situação, não é o momento apropriado para a realização de um plebiscito", assinalou em comunicado Nyan Win, porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND).

O regime militar anunciou há três dias o adiamento para 24 de maio da consulta popular nas áreas devastadas pelo tufão, onde vive cerca da metade dos 53 milhões de birmaneses. No entanto, o plebiscito continua marcado para a data prevista no restante do país.

A LND rejeita o projeto constitucional, redigido pela Junta Militar sem contar com a oposição e cujo texto reserva às Forças Armadas um quarto das cadeiras no Parlamento e a chave dos Ministérios de qualquer futuro Governo.

O projeto também não recebeu o apoio dos monges budistas, do movimento estudantil e das minorias étnicas.

O plebiscito é o primeiro passo do chamado "Mapa de Caminho" rumo à democracia dos generais birmaneses, que terminará, segundo a Junta Militar, com eleições livres em 2010.

Estas eleições não contariam com a participação da líder da oposição e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi. Ela seria impedida de se candidatar por ter sido casada com um estrangeiro e porque seus filhos têm passaporte britânico.

No entanto, Suu Kyi figura no censo eleitoral para o plebiscito de amanhã. EFE fmg/mh

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