Oposição quer investigar Uribe por corrupção

Por Hugh Bronstein BOGOTÁ (Reuters) - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, deveria ser investigado por corrupção, disse um político oposicionista na terça-feira, quando uma ex-parlamentar afirmou em juízo que o governo lhe ofereceu favores ilegais em troca de apoio à emenda que autorizou a reeleição dele.

Reuters |

Yidis Medina disse que só decidiu votar a favor da reforma constitucional depois que recebeu o recado de que poderia indicar os membros de três comissões que atuam na sua província.

Medina, do Partido Conservador (que já participou da coalizão de Uribe), se entregou às autoridades no fim de semana, depois de ter sua prisão preventiva decretada. Ela depõe nesta semana à Suprema Corte.

O escândalo se agravou na terça-feira, quando o senador Luis Avellaneda, do Pólo Democrático, protocolou no Congresso um pedido para incluir Uribe na investigação.

'O presidente Uribe se beneficiou diretamente quando Yidis Medina mudou seu voto. Ela disse que se reuniu com Uribe para [tratar] do assunto, então ele deveria ser parte da investigação', segundo a petição protocolada pelo senador.

Uribe, um conservador visto com simpatia pelos mercados financeiros e pelos Estados Unidos, que lhe dão ajuda militar contra o narcotráfico e as guerrilhas, foi reeleito com ampla maioria depois que o Congresso mudou a Constituição para permitir um segundo mandato consecutivo.

'O crime do suborno, por definição, envolve duas partes', disse Ramón Ballesteros, advogado de Medina.

'A idéia é que a verdade seja conhecida e ela seja responsabilizada junto com quem mais estiver implicado', afirmou Ballesteros. 'Ela lamenta muito o seu comportamento quando mudou de posição a respeito da medida da reeleição.'

Medina diz que o governo nunca cumpriu os favores que prometeu, o que levou a ex-parlamentar a tornar o escândalo público.

Essa investigação se soma a outro problema político para Uribe, o inquérito que vincula importantes aliados seus a esquadrões paramilitares de ultradireita. Mais de 60 políticos, a maioria governistas, já foram presos por causa disso.

Embora os escândalos não afetem a popularidade de Uribe, eles reduzem as chances de que o Congresso dos EUA, dominado pelos democratas, se convença a aprovar um tratado de livre-comércio com a Colômbia.

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