Oposição pressiona o Governo a suspender estado de sítio em Pando

La Paz, 8 nov (EFE) - A oposição na Bolívia anunciou hoje que condiciona seu apoio a várias leis no Congresso Nacional à suspensão do estado de sítio na região amazônica de Pando pelo Governo do presidente Evo Morales. O senador do Poder Democrático e Social (Podemos) Luis Vásquez explicou à Agência Efe que eles exigiram a suspensão do estado de sítio e que decidirão se continuam ou não o diálogo parlamentar em função da resposta do Governo, que será dada na terça-feira. Primeiro escutaremos o que o Governo diz. Se decidir não suspender (o estado de sítio), teremos que lhe dar uma resposta, mas seria desnecessário antecipar um critério sobre esse tema agora, afirmou.

EFE |

O Exército controla a região de Pando, fronteiriça com o Brasil, desde 12 de setembro, um dia depois que um grave confronto entre governistas e opositores na localidade de Porvenir resultou na morte de 18 pessoas.

Quase todos os mortos eram camponeses seguidores do presidente Morales.

Os grupos parlamentares estão mantendo uma série de reuniões para estabelecer uma agenda sobre as leis que serão aprovadas este ano no Congresso Nacional, onde o Senado é controlado pela oposição e a Câmara dos Deputados pelos governistas.

Segundo Vásquez, após este pedido da oposição, o vice-presidente do Governo e presidente do Congresso, Álvaro García Linera, disse que o estado de exceção será suspenso, apesar de não ter definido quando. Ele, no entanto, se comprometeu a dar uma resposta na próxima terça-feira.

"Em função disso, tomaremos a decisão", ressaltou.

Para o senador opositor, a suspensão deste mecanismo se trata "não somente de uma medida humanitária, mas também legal" para que o referendo sobre a nova Constituição Política da Bolívia, previsto para 25 de janeiro possa ser realizado como dita a lei, explicou.

Neste mesmo sentido se pronunciou esta semana a Corte Nacional Eleitoral (CNE), que advertiu que suspenderá a organização do referendo se antes de 23 de novembro não terminar o estado de sítio decretado na região de Pando.

Por sua vez, o senador do governista Movimento ao Socialismo (MAS) Felix Rojas reconheceu que a oposição parlamentar pediu a suspensão do estado de sítio, apesar de ter dito que "não se trata de uma atribuição do Parlamento nacional, mas do poder Executivo".

O Governo de Evo Morales "tem que fazer uma avaliação e ver o momento mais oportuno para suspender o estado de exceção e sua conveniência ou não", disse. EFE lav/ab/db

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