Bogotá, 26 set (EFE) - Dois partidos de oposição da Colômbia pediram hoje a renúncia do ministro do Interior e Justiça, Fabio Valencia Cossio, depois da detenção, na quinta-feira, de seu irmão Guillermo León, ex-chefe da Promotoria em Medellín, por supostas ligações com traficantes de drogas e paramilitares.

A renúncia do ministro, que tomou posse em junho, foi exigida por parlamentares da legenda de esquerda Pólo Democrático Alternativo (PDA) e pelo Partido Liberal, mas outros partidos aliados ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, respaldaram o funcionário.

Guillermo León Valencia Cossio foi detido em sua casa de Medellín, mas obteve o benefício da prisão domiciliar, o que foi criticado por alguns setores políticos.

O ex-funcionário está sendo investigado por supostos vínculos com paramilitares e com o traficante mais procurado do país, Daniel Rendón, conhecido como "Don Mario", de acordo com gravações divulgadas pela imprensa em agosto.

O senador Jorge Enrique Robledo, do PDA, afirmou que "é indigno para a Colômbia que Álvaro Uribe sustente Fabio Valencia Cossio como ministro" e destacou que o funcionário estava há uma semana como presidente interino devido à viagem do chefe do Estado colombiano aos Estados Unidos.

Por sua vez, a senadora liberal Cecilia López afirmou que, apesar de entender "a situação pessoal" do ministro, este "não pode evadir a responsabilidade política", e destacou que a situação "é muito grave para o país".

No entanto, os parlamentares Samuel Arrieta e Carlos Ferro, do grupo Convergência Cidadã, que apóiam Uribe, disseram que o presidente é quem deve decidir sobre a situação, mas expressaram seu apoio a Fabio Valencia Cossio.

O titular do Interior e Justiça, veterano político do departamento de Antioquia que foi presidente do Congresso, embaixador na Itália e assessor do presidente Uribe, anunciou na quinta-feira que aceitava com "dor" a detenção do irmão.

Ele acrescentou que se absterá de tomar decisões que possam afetar o processo legal, mas descartou renunciar. EFE gta/db

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