Oposição pede revisão de censo eleitoral antes de novo referendo na Bolívia

La Paz, 7 out (EFE).- A oposição ao Governo da Bolívia e várias cortes eleitorais departamentais (estaduais) do país pediram a revisão do censo eleitoral antes da realização do referendo constitucional boliviano, anunciou hoje a imprensa local.

EFE |

Em declarações ao telejornal "Notivisión", o vice-presidente da Corte Nacional Eleitoral (CNE), Jerónimo Pinheiro, pediu "uma reestruturação do censo", já que, segundo sua opinião, o atual é "sujo e deve ser limpo".

"É preciso fazer este trabalho, que não demora dois ou três dias, mas quatro ou cinco meses, pois deve ser bem detalhado", declarou Pinheiro.

O líder da CNE reconheceu que é a "a única pessoa que pediu" esta auditoria do censo e também admitiu que não sabe se a Sala Plena do organismo eleitoral "tem a intenção de fazer este trabalho".

O partido opositor, o conservador Poder Democrático e Social (Podemos) e os governadores autonomistas contrários ao Governo Morales também exigiram que o registro de eleitores seja divulgado.

Diante do encerramento sem acordos do diálogo entre o Executivo e os governadores da oposição, o governista Movimento ao Socialismo (MAS, partido de Morales) pretende que o Congresso Nacional aprove nos próximos dias a lei que convoca o referendo sobre a nova Constituição.

A "Rádio Pan-americana" informou hoje que as cortes departamentais de Santa Cruz, Beni, Pando, Oruro e Chuquisaca concordaram em reivindicar uma revisão do censo eleitoral porque está "muito poluído".

Apesar de a Corte Nacional Eleitoral não ter se pronunciado recentemente sobre o caso, seu presidente, José Luis Exeni, anunciou em setembro uma auditoria do censo eleitoral com a participação de organismos e analistas internacionais.

Com esta decisão, ele respondia às recomendações sobre o censo feitas pelos observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) que participaram do referendo sobre mandatos realizado em 10 de agosto.

O jornal "La Prensa" de La Paz publica hoje que a CNE já iniciou uma auditoria na base de dados, desenvolvida com o apoio da OEA, da União Européia (UE) e a Cooperação do Canadá, e visa uma repadronização total que será concluída em dezembro do próximo ano.

EFE lav/ev/fal

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