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Oposição pede não a nova Carta para evitar ditadura na Bolívia

LA PAZ - A oposição ao governo Evo Morales fechou nesta sexta-feira sua campanha eleitoral para o referendo constitucional do próximo domingo com uma chamada à rejeição ao projeto, para evitar a instauração de uma ditadura na Bolívia.

EFE |

Os governadores opositores de Beni, Tarija, Chuquisaca e Santa Cruz, fizeram um grande ato em que pediram o voto de rejeição ao texto constitucional.

No ato, organizado em Santa Cruz, o governador do departamento (estado) de Tarija, Mario Cossío, disse em seu discurso que o presidente Morales procura "instalar através deste texto constitucional na Bolívia um regime totalitário".

AP
Bolivianos fazem manifestação a favor da nova Constituição

Bolivianos fazem manifestação a favor da nova Constituição

"Ele levará a Bolívia por um mau caminho porque vai destruí-la", disse o governador sobre o projeto constitucional.

O presidente Morales fechou também nesta quinta-feira sua campanha a favor do projeto de Constituição e pediu a aprovação à nova Carta para "fechar as veias abertas da América Latina".

"Temos a responsabilidade neste domingo de fechar as veias abertas da América Latina. O que significa isso? Que nunca mais saqueiem nossos recursos naturais", argumentou Morales em um grande ato de fechamento de campanha, em Cochabamba, no centro do país.

O texto que será submetido à votação no domingo é o que foi acordado no mês passado no Congresso pelo partido de Morales com parte da oposição, após a introdução de mais de 100 modificações ao apresentado anteriormente pela Assembleia Constituinte, de maioria governista.

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