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Oposição pede que justiça indicie Néstor Kirchner por caso da mala

Buenos Aires, 10 nov (EFE).- A oposição da Argentina reivindicou à justiça que indicie o ex-presidente Néstor Kirchner depois de o venezuelano Guido Antonini Wilson dizer que ele lhe ofereceu proteção em troca de seu silêncio, informou hoje a imprensa local.

EFE |

A líder da opositora Coalizão Cívica, Elisa Carrió, antecipou ainda que apresentará na próxima quarta-feira uma denúncia penal contra o ex-chefe de Estado, que governou o país entre 2003 e 2007, por considerá-lo "chefe de uma quadrilha".

Em entrevista publicada neste fim de semana pelo jornal "La Nación", Antonini Wilson insistiu em que os US$ 800 mil apreendidos com ele em agosto de 2007 no aeroporto de Buenos Aires eram destinados à campanha eleitoral da atual presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, mulher de Néstor Kirchner.

Além disso, o empresário venezuelano reiterou que outra mala com US$ 4,2 milhões entrou de forma ilegal na Argentina e sustentou que o ex-presidente conhecia todos os detalhes dessas transferências.

"Este é um elemento a mais que prova a formação de quadrilha liderada por Kirchner", sustentou Carrió.

Por sua vez, o deputado da também oposicionista Proposta Republicana (PRO) Luis Galvalisi disse que "caso se comprove a veracidade" das afirmações de Antonini, "a justiça terá que indiciá-lo imediatamente como qualquer filho de vizinho".

Na entrevista, o venezuelano contou detalhes daqueles dias em Buenos Aires e falou do conteúdo de uma reunião que manteve com o ex-funcionário público argentino Claudio Uberti, que Antonini Wilson acusa de ser o proprietário da mala com os US$ 800 mil.

"No outro dia (do fato) nos reunimos no hotel e Uberti me contou que Kirchner lhe havia perguntado como estava eu e lhe tinha dito que me ia me bancar até a morte", sustentou.

O dinheiro, que, segundo ele, vinha da Petróleos de Venezuela (PDVSA), foi levado ao Aeroporto de Buenos Aires em um avião procedente de Caracas, com funcionários públicos de ambos os países.

O venezuelano, acusado de contrabando na Argentina, foi testemunha protegida em um julgamento concluído no início deste mês em Miami sobre o chamado "caso da mala".

Ele terminou com a condenação de seu compatriota Franklin Durán por conspirar e atuar ilegalmente nos EUA como agente da Venezuela para que Antonini Wilson não revelasse a origem e o destino do dinheiro.

A Argentina reivindicou aos Estados Unidos a extradição de Antonini Wilson. EFE ms/jp

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