Oposição pede que Forças Armadas não se deixem usar por Chávez

Caracas, 30 mar (EFE).- A oposição venezuelana intensificou hoje seus apelos às Forças Armadas para que não se deixem utilizar pelo presidente do país, Hugo Chávez, enquanto o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) afirmou que esse pedido é um crime.

EFE |

"Queremos enviar uma mensagem de solidariedade a todas aquelas venezuelanas e venezuelanos que, fazendo parte das Forças Armadas, se sentem desrespeitados todas as vezes que são utilizados como fator político e quando recebem ordens para agir contra os princípios democráticos", disse Ramón Muchacho, dirigente do partido de oposição Primeiro Justiça (PJ).

Já o líder do PSUV Aristóbulo Istúriz atribuiu ao prefeito de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, ter incitado os soldados "à rebelião militar", e afirmou que "isso é um delito".

Muchacho insistiu em que os membros das Forças Armadas devem "usar o uniforme com dignidade", e pediu que garantam "a soberania popular", defendam as fronteiras e o país dos "verdadeiros inimigos", como o "tráfico de drogas e a guerrilha".

Antecipando-se às acusações de "golpismo", Muchacho ressaltou: "A única saída que vemos para sair desta situação que estamos vivendo é mais democracia, perante o autoritarismo, mais democracia".

No sábado, Ledezma pediu, em uma assembleia pública de dirigentes opositores, a formação de uma "frente patriótica de defesa da democracia", e solicitou que os militares não respaldem incondicionalmente Chávez, algo que reiterou hoje em declarações a uma emissora colombiana.

"Não estamos pedindo que se envolvam em conflitos de ordem política", afirmou, convidando-os a "não obedecerem nem ao presidente nem a nenhum prefeito nem a nenhum governador, seja da oposição ou seja do Governo", caso se tratem de atos ilegais.

Já o PSUV advertiu que, se fatos como o golpe de Estado que conseguiu derrubar Chávez durante dois dias em abril de 2002 se repetirem, haverá uma contraofensiva civil e militar. EFE ar/db

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