La Paz, 27 ago (EFE).- Os governadores regionais opositores ao presidente da Bolívia, Evo Morales, solicitaram a mediação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Igreja Católica para que ajudem na realização de um diálogo com o Governo, informaram hoje fontes oficiais.

Os governadores dos departamentos (estados) de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca, agrupados no denominado Conselho Nacional Patriótico (Conalde), formalizaram este pedido em cartas ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e ao presidente da Conferência Episcopal da Bolívia, o cardeal Julio Terrazas.

Nas mensagens, os governadores destacam sua firme vontade e toda sua disposição em iniciar "um verdadeiro processo de reconciliação nacional" na Bolívia através do diálogo com o Governo Morales.

Também expressam sua preocupação com a intenção do Executivo e dos setores sociais partidários de Morales de "impor por qualquer meio" uma reforma constitucional "que não expressa um pacto nacional e, além disso, transgride o ordenamento jurídico boliviano".

O Conalde se refere assim à possibilidade de que Morales convoque, via decreto supremo, os referendos para aprovar a nova Constituição da Bolívia, como propuseram no fim de semana passado os movimentos sociais que o apóiam.

Segundo o Conalde, com essa decisão, a Bolívia estaria "em uma situação de alto risco e, por essa razão, se torna necessário extremar os esforços para avançar no processo de reconciliação nacional e evitar um iminente confronto entre os bolivianos que pode sepultar a democracia".

Após o referendo sobre mandatos de 10 de agosto, Morales e seus opositores autonomistas tentaram um diálogo político, que acabou fracassando devido às diferenças sobre a renda petrolífera.

Desde então, os opositores iniciaram um plano de protestos contra o Governo, enquanto o Executivo se propôs a avançar na aprovação da nova Constituição. EFE sam/rr

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