Oposição pede a R.Unido e EUA que rejeitem empréstimos do BM à África do Sul

Johanesburgo, 8 abr (EFE).- O líder do principal partido opositor, Helen Zille, pediu aos embaixadores dos Estados Unidos e do Reino Unido que não apóiem a concessão de um empréstimo de US$ 3,250 bilhões do Banco Mundial à África do Sul, informaram hoje a imprensa local.

EFE |

Segundo Zille, líder da Aliança Democrática (AD), se o Banco Mundial decidir fazer um empréstimo à África do Sul, estaria alimentando a corrupção do país, já que a quantia seria destinada à construção de uma usina elétrica, projeto que seria executado pela Hitachi África, uma empresa da qual o partido no poder possui 25% de das ações.

Zille afirmou que "é completamente corrupto que a organização política que está no poder se aproveite das licitações" e que graças ao empréstimo do Banco Mundial, o partido governamental sul-africano, o Congresso Nacional Africano (CNA), receberia US$ 133 milhões de lucro.

"Seria o maior caso de corrupção já visto, que não obedece com as normas estabelecidas pelo Banco Mundial e que destruiria a democracia da África do Sul", afirmou ontem Zille, após reunir-se com os embaixadores dos EUA e do Reino Unido, informou hoje a emissora local "e-News".

"Estamos pedindo ao Banco Mundial que não conceda o empréstimo a não ser que o CNA se desfaça dos 25% das ações que possui em Hitachi África", exigiu Zille.

Eskom, a empresa estatal encarregada da produção de energia na África do Sul, teve sérias dificuldades nos últimos anos para atender à demanda do serviço necessária no país, por isso que afirma que precisa construir uma nova unidade de grandes dimensões.

Por este motivo, representantes do CNA acusaram Zille de estar atuando "contra do desenvolvimento da África do Sul, já que o empréstimo do Banco Mundial ajudará a Eskom aumentar a produção energética".

Segundo analistas locais, a concessão do empréstimo do Banco Mundial, que está prevista para ser anunciada hoje, não seria a solução dos problemas da Eskom, já que os US$ 3,250 bilhões que seriam concedidos na África do Sul representa 25% dos fundos necessários para a construção da planta. EFE hc/dm

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