Oposição parlamentar pede fim de estado de sítio em Pando para dialogar

LA PAZ - A oposição boliviana, que controla o Senado, freou o diálogo com o partido do presidente Evo Morales sobre vários assuntos-chave da agenda parlamentar, até que se ponha fim ao Estado de sítio no departamento (Estado) de Pando, confirmaram nesta quarta-feira fontes legislativas.

EFE |

O senador do Poder Democrático e Social (Podemos, direita), Roger Pinto, disse à imprensa que seu partido "foi muito claro" em não dialogar no Congresso com o governamental Movimento ao Socialismo (MAS), caso a medida seja mantida em Pando.

"Não haverá a possibilidade de seguir avançando em uma agenda legislativa e em designações (de autoridades) enquanto permanecer o estado de sítio", ressaltou o senador.

A oposição e a Corte Nacional Eleitoral (CNE) destacaram a necessidade de suspender o estado de sítio vigente em Pando, para dar normalidade às atividades de propaganda para o referendo constitucional de 25 de janeiro próximo.

O presidente do Senado, Óscar Ortiz, dirigente do Podemos, reiterou nesta quarta que "é incompatível" sustentar o estado de sítio com o desenvolvimento do processo eleitoral.

Pando, que faz fronteira com Peru e Brasil, está há dois meses sob o controle do Exército após violentos choques entre governistas e opositores que causaram a morte de 18 pessoas, quase todos partidários de Morales.

A CNE inclusive ameaçou, no início do mês, suspender a organização do referendo sobre a nova Constituição do país, caso o estado de sítio não terminasse até 23 de novembro.

Nas reuniões agora paralisadas, a oposição e o oficialismo buscam acordos para definir, entre outros temas, as designações de novas autoridades para o Poder Judiciário e a CNE.

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