Harare, 13 abr (EFE).- O opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês) rejeitou hoje uma apuração de votos em 23 circunscrições ordenada neste sábado pela Comissão Eleitoral zimbabuana, que aceitou as razões apresentadas pela governamental União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF).

A Zanu-PF apresentou queixas de erros na contagem inicial das eleições parlamentares e presidenciais realizadas em 29 de março, além das reclamações apresentadas pelo MDC.

"Não aceitaremos nenhuma apuração, porque seria como aceitar resultados fraudulentos. Tiveram em seu poder as urnas durante duas semanas e podem ter colocado seus votos", disse aos jornalistas o porta-voz do MDC Nelson Chamisa.

A Comissão Eleitoral informou os resultados das parlamentares, nas quais as duas facções do MDC obtiveram 109 cadeiras, frente a 97 para a Zanu-PF, mas não publicou nenhum dado até agora - nem sequer parcial - das presidenciais, o que levou a oposição a recorrer à Justiça para que a force a divulgá-los.

O tribunal de Harare que intervém no caso ditará seu veredicto amanhã, mas qualquer das duas partes pode apelar da decisão, o que pode gerar mais atrasos, especialmente depois que a Comissão, cujos membros foram nomeados pelo presidente zimbabuano, Robert Mugabe, ordenou a apuração dos votos.

O líder do MDC, Morgan Tsvangirai, afirma que venceu as eleições presidenciais no Zimbábue com 50,3% dos votos, frente ao 43,8% de Mugabe, o qual torna desnecessário um segundo turno, como este último exige.

O MDC compilou os resultados recolhendo os dados da lista publicada em cada mesa eleitoral no final do pleito, enquanto a Zanu-PF utilizou projeções de analistas para reunir suas informações. EFE jo/an

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