Oposição no Zimbábue diz que 50 ativistas foram presos

O partido de oposição do Zimbábue Movimento pela Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês) disse nesta quarta-feira que mais de 50 pessoas da sigla foram detidas pela policia do país. A polícia acusa o MDC de tentar incitar violência com a convocação de uma greve em protesto pelo atraso do anúncio do resultado das eleições presidenciais.

BBC Brasil |

A polícia anunciou que 30 pessoas do MDC foram detidas por obstrução e intimidação, já que eles estariam fechando estradas, obstruindo o tráfego, e intimidando pessoas que seguiam para o trabalho.

Segundo correspondentes, a greve teve pouco impacto, já que 80% da população está desempregada.

O secretário-geral do MDC, Tendai Biti, disse à BBC na terça-feira que dois ativistas do movimento foram mortos e 200 foram hospitalizados após serem agredidos por milícias.

Discussão na ONU
A crise no Zimbábue provavelmente será discutida no Conselho de Segurança das Nações Unidas, nesta quarta-feira, na sessão que contará com a presença de alguns líderes africanos.

O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, convocou um encontro especial para discutir como as Nações Unidas podem trabalhar com a União Africana para trazer a paz para os conflitos na África, da Somália a região de Darfur.

O Zimbábue não está na agenda oficialmente, mas, de acordo com a correspondente da BBC na sede da ONU Laura Trevelyan, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, juntamente com oficiais e ministros dos Estados Unidos e França, esperam discutir a crise no país.

Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, pediu mais uma vez a rápida liberação dos resultados da eleição do dia 29 de março. A expectativa é de que ativistas protestem, pedindo ao presidente Mbeki que use sua influência junto ao presidente do Zimbábue, Robert Mugabe.

A comissão eleitoral disse que não poderá liberar os resultados até que a recontagem dos votos em algumas áreas seja realizada no final de semana.

Sondagens independentes sugerem que o líder do MDC Morgan Tsvangirai venceu, mas com menos de 50% dos votos, o que significa que ele teria de disputar um segundo turno.

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