Oposição no Irã diz que detidos em protestos morreram sob tortura

O candidato derrotado das eleições presidenciais iranianas Mehdi Karoubi afirmou, nesta quinta-feira, que alguns dos manifestantes detidos após os protestos que seguiram o resultado do pleito foram torturados até a morte. Observamos que em um país islâmico alguns jovens são espancados até a morte apenas por entoarem slogans de protesto, disse Karoubi em uma mensagem publicada em seu website.

BBC Brasil |

Karoubi repetiu as acusações feitas no último domingo de que alguns dos manifestantes haviam sido violentados na prisão.

"Alguns dos detidos disseram que foram forçados se desnudar. Eles tiveram então que se apoiar sobre suas mãos e joelhos, sendo então penetrados (por guardas)", disse ele.

"Ou então, as autoridades carcerárias os empilhavam enquanto ainda estavam nus", acrescentou.

Inquérito
Karoubi pediu a formação de uma comissão independente que investigue as evidências "em uma atmosfera calma, na qual parentes de detidos e manifestantes libertos possam falar".

As acusações feitas domingo foram rejeitadas pelas autoridades iranianas como "sem fundamento".

A vitória de Ahmadinejad desencadeou as maiores manifestações públicas no Irã desde a revolução de 1979, que levou ao poder o atual regime islâmico.

Pelo menos 30 pessoas morreram e centenas foram presas. Grupos da oposição seguem falando em fraude na votação e acreditam que o número de mortos e prisioneiros seja maior do que o divulgado.

Mais de cem oposicionistas, entre eles figuras importantes de antigos governos reformistas, foram julgados por acusações como vandalismo, tumulto e conspiração nos protestos que seguiram a reeleição de Ahmadinejad.

A imprensa estrangeira, incluindo a BBC, tem acesso restrito à cobertura dos acontecimentos no Irã.

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