Oposição nicaragüense volta a chamar Ortega ao diálogo

Manágua, 18 ago (EFE).- A oposição nicaragüense reafirmou hoje seu pedido para que o presidente do país, Daniel Ortega, convoque um diálogo nacional que busque soluções para os problemas sociais, econômicos e institucionais da Nicarágua.

EFE |

A solicitação foi feita por diversos setores opositores em resposta a um chamado do presidente Ortega, que acusou a oposição, no sábado passado, de não fazer propostas concretas para melhorar o país.

Deputados opositores, de distintas forças, rejeitaram a crítica e aceitaram, com reservas, o chamado de Ortega a propor soluções conjuntas.

O chefe do grupo parlamentar liberal, Maximino Rodríguez, disse hoje à imprensa local que o chamado de Ortega é positivo e que o presidente deveria agora criar as condições necessárias para a instalação de um diálogo em que se passe das palavras, às ações.

O líder do grupo parlamentar Bancada Democrática, o deputado opositor Eduardo Montealegre, anunciou estar disposto a participar de um diálogo nacional, embora tenha expressado suas reservas sobre a sinceridade do chamado de Ortega.

"Ele só critica e manda as pessoas dizerem que somos populistas quando apresentamos propostas", disse Montealegre, candidato à Prefeitura de Manágua.

O coordenador do Movimento Renovador Sandinista (MRS), Edmundo Jarquín, qualificou de positivo o chamado de Ortega, pois, para ele, abre a possibilidade de que o Executivo escute a todos.

Segundo o MRS, integrado por dissidentes sandinistas, foram feitas várias propostas, a maioria desatendidas por Ortega e outras que foram amparadas, embora tardiamente.

"Nós (o MRS) desde novembro de 2007 propusemos que com a cooperação venezuelana se subsidiasse o combustível e o serviço elétrico, nos alegra muito que, dez meses depois, se adote essa decisão", anotou Jarquín, ex-candidato presidencial em 2006.

O chamado a Ortega para que se convoque a um diálogo nacional também foi colocado pela Igreja Católica, a Evangélica, a cúpula empresarial e por diversos setores da sociedade. EFE lfp/rr

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