Oposição mauritana rejeita resultados que dão vitória a golpista

Nuakchott, 19 jul (EFE).- Os principais candidatos da oposição mauritana ao general golpista Mohammed Ould Abdelaziz denunciaram hoje uma fraude eleitoral, após o anúncio de que, com a metade dos votos apurados, o militar venceria o pleito no primeiro turno.

EFE |

A Mauritânia realizou neste sábado eleições presidenciais para tentar colocar fim à crise originada pelo golpe de Estado de 6 de agosto de 2008.

Segundo os dados fornecidos até agora pelo Ministério do Interior, Abdelaziz obteve 52,7% dos votos, com 63,52% das urnas apuradas, o que significaria que não haveria a necessidade de um segundo turno em 1º de agosto.

Em entrevista concedida esta manhã em Nuakchott, o líder da principal frente opositora ao golpe, Messaoud Ould Bulkheir, disse, em nome também de outros três candidatos, que os resultados divulgados até agora falam de uma "fraude de números que apontam Abdelaziz como vencedor".

Para os opositores, esta suposta fraude "tem o objetivo de legitimar o golpe de Estado"do general Abdelaziz.

Na entrevista coletiva, Bulkheir acusou Abdelaziz de "manipulação do censo eleitoral, utilização de meios materiais e humanos do Estado, corrupção e compra de votos, falsificação, compra e falsificação de carteiras de identidade e de títulos de eleitor".

Os opositores pedem "à comunidade internacional que designe uma comissão de investigação para esclarecer este desvio do processo eleitoral".

Além disso, apelam a todas as instâncias competentes, principalmente a Comissão Eleitoral Nacional Independente, ao Ministério do Interior e ao Conselho Constitucional para que rejeitem os resultados.

Por último, pedem à população para se mobilizar contra "esta tentativa de confisco da vontade do povo mauritano". EFE mo/db

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