Nuakchott, 13 nov (EFE).- A Frente Nacional de Defesa da Democracia (FNDD), contrária à Junta golpista da Mauritânia, anunciou hoje que a mudança do ex-presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdalahi a seu povoado natal não muda a rejeição dos opositores ao golpe militar de 6 de agosto.

O ex-presidente foi levado hoje a Lemden, 240 quilômetros ao sul de Nuakchott, no que seu antigo porta-voz, Abdulay Mamadu Ba, qualificou de "mudança vigiada de local de residência".

Em comunicado, a FNDD diz que "as primeiras notícias procedentes de Lemden confirmam que o presidente da República se encontra sob uma vigilância militar implacável por parte da mesma unidade que lhe transferiu de Nuakchott".

O grupo opositor diz ainda que "toda a sociedade e os amigos da Mauritânia são partidários de uma libertação incondicional que permita a ele exercer plenamente suas responsabilidades constitucionais".

Abdalahi declarou hoje à rede de televisão catariana "Al Jazira" que ainda se considera o "presidente legítimo" da Mauritânia.

A FNDD considera que a manutenção de Abdalahi em uma "prisão" de sua localidade natal constitui "um desprezo flagrante da vontade do povo mauritano e das exigências de restabelecimento da ordem constitucional lançadas pela comunidade internacional". EFE mo/rr

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