Oposição libanesa só retirará bloqueios se governo se retratar

A oposição libanesa não suspenderá os bloqueios de estradas e o cerco ao aeroporto até que o governo não volte atrás em suas decisões contra o movimento Hezbollah, declarou nesta sexta-feira um líder da oposição à AFP.

Redação com agências internacionais |

"Não estamos efetuando um golpe de Estado. Tudo está relacionado às decisões do governo" de investigar a rede de comunicação do Hezbollah e demitir o chefe de segurança do aeroporto, classificado como aliado do movimento xiita, afirmou esse membro do grupo radical, que solicitou o anonimato.

"Estamos propondo uma aliança (...) enquanto eles querem monopolizar o poder e limitar nossa participação" política, acrescentou.

As decisões do governo provocaram a ira do Hezbollah, cujo líder, Hassan Nasrallah, as classificou na quinta-feira de "declaração de guerra".

A secretária de Estado americana Condoleezza Rice reafirmou nesta sexta-feira o compromisso dos Estados Unidos em apoiar o primeiro-ministro do Líbano e disse que Washington fornecerá "todo o apoio que precisar".

Guerra civil

Os combates em Beirute começaram minutos depois de o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, aparecer na TV acusando o governo libanês de declarar guerra ao seu movimento - criado para resistir a Israel. Ele disse que enquanto o governo não revogar a decisão, tomada na segunda-feira, de fechar a rede de comunicação do Hezbollah, a crise vai continuar.

O governo até agora tem se recusado a voltar atrás, mas o líder sunita Saad Hariri disse que a reação do Hezbollah foi fruto de um "mal-entendido" e ofereceu a realização imediata de negociações para resolver a situação.

Assista ao vídeo da Reuters sobre os conflitos

Ele fez um apelo a Nasrallah, pedindo que ele aceitasse a oferta para "salvar o Líbano do inferno".

Mas o canal de TV do Hezbollah disse que a oferta foi rejeitada e que a única solução aceitável seria o recuo do governo.

O fato é que, com os combates se espalhando pelas ruas da capital, muito temem estar presenciando o início de uma nova guerra civil no país.

O Exército libanês alertou que sua própria unidade poderia estar em risco, caso não haja um entendimento entre as partes envolvidas na crise.

(Com AFP e BBC Brasil)

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