A oposição liderada pelo Hezbollah e apoiada pela Síria e pelo Irã rejeitou nesta quinta-feira uma série de iniciativas da maioria parlamentar para acabar com os enfrentamentos armados em Beirute, anunciou a rede de TV da formação xiita Al-Manar.

Mais cedo, o líder da maioria anti-síria, Saad Hariri, havia pedido ao chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, que acabasse com "o sítio a Beirute", sugerindo que o Exército libanês "decida sobre as medidas" tomadas contra a formação xiita pelo governo, apoiado pelo Ocidente.

"A manobra de Hariri de envolver o Exército num caso que não lhe diz respeito foi rejeitada de forma clara e rápida", afirmou a rede de TV do Hezbollah.

O governo havia decidido na terça-feira investigar uma rede de telecomunicações instalada pela formação xiita em todo o país, e afastar o chefe da segurança do aeroporto de Beirute, apresentado com um simpatizante deste movimento.

Nasrallah afirmou nesta quinta-feira que seu grupo está pronto para se defender, e considerou estas decisões como "uma declaração de guerra".

Pouco após sua intervenção, violentos confrontos armados foram registrados em vários bairros de Beirute. Pelo menos sete pessoas morreram, e outras 30 ficaram feridas.

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