Beirute, 17 abr (EFE) - Os líderes da oposição libanesa, liderada pelo grupo xiita Hisbolá, pediram nesta quinta-feira à ONU que não mude as regras que regem sua Força Interina para o Líbano (Finul), para que esta não se transforme em uma força de ocupação. Advertimos contra qualquer mudança ou emenda da resolução 1701, especialmente as regras que regem a jurisdição da Finul e sua relação com o Exército libanês, afirma um comunicado divulgado pela oposição, ao término de uma reunião de seus líderes em Beirute. A resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU pôs fim ao conflito entre Israel e Líbano em 2006, com o desdobramento dos soldados da Finul e do Exército libanês no sul deste país. Segundo a nota da oposição, apoiada pelo Irã, qualquer emenda poderia dar à Finul jurisdição para usar a força e erigir postos de controle fora da área de seu desdobramento. Isto faria com que transcendessem a autoridade do Exército libanês e mudaria seu mandato, que é observar a aplicação da resolução 1701, convertendo-a em uma força de ocupação, acrescenta o texto, sem oferecer mais detalhes. O novo primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, afirmou na quarta-feira que quer reexaminar as regras do compromisso de seus soldados no Líbano, que não podem atuar de modo adequado. A Itália, que mantém o maior contingente da Finul - com cerca de 2.500 soldados da ONU -, preside a missão.

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