Oposição japonesa pede eleições antecipadas após a renúncia de Fukuda

Tóquio, 1 set (EFE) - A principal força da oposição no Japão pediu hoje a convocação das eleições antecipadas e acusou o governamental Partido Liberal-Democrata (PLD) de irresponsável após a renúncia do primeiro-ministro, Yasuo Fukuda. Após Shinzo Abe, Fukuda jogou a toalha. Eles são os que têm responsabilidade perante o povo japonês, disse um dos líderes mais destacados do Partido Democrático do Japão (PD), Naoto Kan, citado pela imprensa japonesa.

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Por sua vez, o secretário-geral do PLD, Yukio Hatoyama, neto do ex-primeiro-ministro Ichiro Hatoyama e filho do ex-ministro de Exteriores de mesmo nome, reagiu com dúvidas e surpresa perante a notícia.

"Como é possível que haja duas vezes uma mudança de Governo em um só ano e quando há apenas um mês se nomeou novos ministros?", questionou Hatoyama.

"Tudo é duvidoso, há rumores de que houve algum segredo há um mês e não acredito em nada", acrescentou o político.

O PD expressou, além disso, sua "preocupação com o futuro da política do país", afirmou o conselheiro do principal partido da oposição, Kozo Watanabe.

Kazuo Shii, presidente do Partido Comunista do Japão, considerou, por sua parte, que o partido governante chegou a um "beco sem saída", inclusive apesar de sua aliança com o Novo Komeito, de tendência budista.

"É totalmente irresponsável. Após Abe, como se ocorre deixar o Governo justo antes da sessão extraordinária da Dieta (prevista para 12 de setembro)", disse Shii, após o repentino anúncio de renúncia de Fukuda.

"É uma mostra de que o sistema do PLD e Novo Komeito chegou a um beco sem saída e está se destruindo", acrescentou o líder político, que está à frente do Partido Comunista desde 2000.

Inclusive desde seu partido aliado, o Novo Komeito, a notícia foi recebida com surpresa após as declarações do líder da legenda, Akihiro Ohta, que assegurou não saber nada da renúncia pouco depois de esta ocorrer.

As reações do partido governante também não se fizeram esperar.

Yohei Koko, presidente da Câmara Baixa e membro do PLD, assegurou que a renúncia de Fukuda o assustou, já que, embora tenham "passado muito tempo juntos, não sabia de nada". EFE icr/db

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