Oposição iraniana denuncia 69 mortes nos distúrbios pós-eleições

Teerã, 11 ago (EFE).- A oposição iraniana afirmou hoje que o número de mortos nos recentes distúrbios pós-eleitorais é de 69 pessoas, frente às 26 reconhecidas pelos números oficiais.

EFE |

Em declarações divulgadas na segunda-feira pelo jornal "Sarmaye", o representante do líder opositor Mir Hussein Moussavi no comitê de defesa das vítimas nos distúrbios no Irã, Ali Reza Beheshti, disse que a plataforma enviou um relatório em relação ao assunto ao Parlamento.

Beheshti, filho de um importante aiatolá assassinado nos anos 80, acrescenta que o comitê, composto por representantes do próprio Moussavi e do também candidato derrotado Mehdi Karrubi, proporá que os familiares das vítimas possam declarar perante o comitê especial da Assembleia.

"A outra proposta que fizemos é a de destinar uma ajuda econômica para compensar as vítimas", afirmou.

O número informado por Beheshti foi negado de forma imediata pelo subdiretor da Polícia Nacional iraniana, Ahmad Reza Radan, que acusou os meios de comunicação estrangeiros de tentar desviar a atenção da Polícia e das forças de segurança com táticas que, na sua opinião, serão infrutíferas.

"Não ouvi nada sobre a morte de 69 pessoas durante os recentes fatos", afirmou Radan, citado pela agência de notícias iraniana "Fars".

Cerca de 30 pessoas morreram - segundo números oficiais - e milhares foram detidas durante os distúrbios que começaram após o pleito de 12 de junho, cujos resultados não são aceitos pela oposição.

Mais de 100 manifestantes estão sendo julgados por um tribunal de Teerã, que os acusa de espionagem e conspiração com potências estrangeiras para propiciar o que denomina "uma revolução de veludo". EFE msh-jm/an

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