Oposição ganha terreno na Itália, em meio a escândalos políticos

ROMA (Reuters) - A coalizão do governo na Itália ganhou em importantes províncias do norte nas eleições locais do fim de semana, mas a oposição de esquerda teve um desempenho melhor do que o esperado. O premiê Silvio Berlusconi está há semanas envolvido em escândalos no país. O Partido Democrata (PD), de oposição, que havia perdido o controle de governos regionais no primeiro turno da votação, estava sob o risco de humilhação no segundo turno nos seus redutos de Bolonha e Florença, no centro da Itália.

Reuters |

Os resultados desta segunda-feira mostram o PD como vencedor nas duas cidades, com vantagem confortável. Berlusconi e sua aliança, por sua vez, ganharam o controle de Milão e Veneza, no norte, por margem de votos apertada.

O referendo sobre a reforma eleitoral foi anulado, pois somente 23 por cento do eleitorado compareceu às urnas para votar, bem abaixo dos 50 por cento necessários.

Os resultados deste segundo turno mostram a esquerda ganhando terreno em relação à primeira votação. Também sugerem que os recentes escândalos na vida privada de Berlusconi desgastaram a imagem do político e empresário de 72 anos.

"Agradeço aos italianos pelo apoio que deram à coalizão, maior ainda do que no passado, apesar de uma eleição influenciada por distorções da mídia e ataques subversivos de um grupo editorial contra o primeiro-ministro", afirmou Berlusconi, que controla três canais de TV.

Nas últimas semanas, houve relatos de que Berlusconi tinha uma relação com uma modelo de 18 anos e que usava aviões oficiais para transportar convidados para eventos particulares. A sua esposa exigiu publicamente o divórcio.

Na semana passada, houve alegações de que acompanhantes foram contratadas para participar de uma de suas festas em Roma.

O líder do PD, Dario Franceschini, afirmou que o resultado do segundo turno é um momento de virada. "O declínio da direita começou. Aqueles que não votaram enviaram um claro sinal para o governo."

O referendo sobre a reforma eleitoral era apoiado pelo governo Berlusconi e daria assentos extras ao maior partido no Parlamento, e não à coalizão maior, como ocorre no momento.

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