Oposição forma bloco independente na Assembléia do Equador

Quito - Os grupos de oposição da Assembléia Constituinte do Equador anunciaram nesta quinta-feira sua união e a criação do Bloco Independente pela Democracia, contra o que consideram a ditadura da situação.

EFE |

Leonardo Viteri, um dos integrantes do novo grupo, acusou o movimento governista Aliança País de violar o regulamento interno da Constituinte e de não deixá-lo exercer a segunda Vice-Presidência da Assembléia.

Em eleições internas realizadas na quarta-feira, a maioria dos 130 participantes da Assembléia escolheu Fernando Cordero como novo presidente da Constituinte, em substituição a Alberto Acosta, ambos governistas, que renunciou em meio a uma crise dentro do grupo.

Além disso, Aminta Buenaño foi eleita como primeira vice-presidente, após derrotar Viteri, que reivindicava a segunda Vice-Presidência, por considerar que não deveria acontecer outra votação.

A maioria governista elegeu César Rodríguez, do Aliança País, como segundo vice-presidente, o que gerou um mal-estar generalizado na oposição, que abandonou a sala de sessões da Assembléia.

A conservadora Mae Montaño deplorou a eleição de Rodríguez e disse que o novo presidente da Assembléia "matou" a democracia, ao não permitir que Viteri assumisse a segunda Vice-Presidência.

"Estamos de luto porque a democracia morreu", afirmou Montaño, enquanto Rosanna Queirolo, dissidente do Aliança País, disse que a minoria da oposição irá ao plenário para "lutar pela democracia".

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