Oposição do Zimbábue vê má vontade em investigação

Por Cris Chinaka HARARE (Reuters) - A oposição do Zimbábue acusou na terça-feira o governo de agir com má vontade na investigação sobre a recente violência eleitoral, para não chamar a atenção para a brutalidade de seus seguidores.

Reuters |

O Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês) diz que, desde a eleição de março, 43 de seus membros foram mortos e vários foram obrigados a fugir de casa por causa das milícias ligadas ao presidente Robert Mugabe.

O partido diz que a violência busca influenciar o segundo turno da eleição, em 27 de junho, a ser disputado entre o líder oposicionista Morgan Tsvangirai e o presidente Robert Mugabe, de 84 anos, no poder desde a independência, em 1980.

Nelson Chamisa, porta-voz do MDC, disse na terça-feira que o partido está disposto a participar de comissões conjuntas com o partido governista Zanu-PF para tentar combater a violência política.

Mas ele afirmou que o Zanu-PF está apenas tentando controlar o estrago. 'Eles fizeram essas aberturas para nós porque agora estão sob séria pressão da comunidade internacional para pararem a violência que estão realizando contra nossas estruturas, mas não acho que tenham qualquer intenção de parar', disse Chamisa à Reuters.

As comissões bipartidárias foram propostas na semana passada pelo ministro da Justiça, Patrick Chimanasa, mas Chamisa diz que desde então as agressões contra oposicionistas continuam.

'A violência não parou e os seguidores do MDC estão sendo brutalizados e sendo expulsos de seus distritos como parte de um grande plano para manipular as eleições', afirmou.

Os resultados oficiais do primeiro turno levaram cinco semanas para serem divulgados e, segundo eles, Tsavangirai venceu, mas sem maioria absoluta.

Jacob Zuma, presidente do Congresso Nacional Africano, partido que governa a vizinha África do Sul, disse à BBC que as eleições do Zimbábue foram deslegitimadas pela demora nos resultados.

Na mesma votação de 29 de março, o Zanu-PF perdeu a maioria parlamentar pela primeira vez na história.

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