Oposição diz que eleições na Mauritânia não seguiram Acordo de Dacar

Nuakchott, 20 jul (EFE).- A Frente Nacional de Defesa da Democracia (FNDD), principal bloco de oposição, assegurou hoje que a comunidade internacional não cumpriu com suas responsabilidades nas eleições presidenciais na Mauritânia, vencidas pelo general Mohammed Ould Abdelaziz, com 52% dos votos.

EFE |

Em entrevista coletiva, Mohammed Ould Moulud, dirigente do FNDD (principal força de oposição ao golpe de Estado de 6 de agosto de 2008), disse hoje que a comunidade internacional conduziu o Acordo de Dacar, "que assinamos apesar das muitas reservas" e que deveria ser responsável por controlar eleições justas e transparentes.

Assinado em junho entre os golpistas e a oposição, o Acordo de Dacar estipulou a formação de um Governo de união nacional encarregado de organizar as eleições presidenciais realizadas no sábado, qualificadas como fraudulentas pela oposição e que deu vitória a Abdelaziz, líder do levante de 6 de agosto de 2008.

Moulud afirmou que a FNDD formulou um pedido à Comissão Eleitoral Nacional Independente (Ceni) e ao Ministério do Interior para que haja uma nova apuração dos votos.

Além disso, denunciou o voto de cidadãos senegaleses no povoado de Yedrel Mohguen, assim como o desaparecimento das cédulas eleitorais de 80% dos inscritos para votar fora do país. EFE mo-er/pd

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