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Oposição diz que denúncia de golpe contra Morales é cortina de fumaça

La Paz, 7 ago (EFE).- O ex-presidente da Bolívia Jorge Quiroga (2001-2002), líder da aliança opositora Poder Democrático e Social (Podemos), afirmou hoje que a denúncia do Governo de Evo Morales, de que o país está à beira de um golpe de Estado, é uma cortina de fumaça em que ninguém acredita.

EFE |

Quiroga disse em entrevista coletiva que o Executivo "já formulou 38 vezes essa denúncia" que, segundo sua opinião, "carece de veracidade".

No entanto, pediu ao Governo que prenda aqueles que o Estado acredite que estejam cometendo ações fora da lei.

A denúncia foi realizada pelo ministro da Presidência Juan Ramón Quintana, em entrevista concedida à rádio estatal "Patria Nueva", na qual assegurou que o país está no "limiar de um verdadeiro golpe contra a ordem constitucional".

Segundo Quintana, a ação golpista na Bolívia age "segundo o típico estilo das ditaduras que precederam a recuperação da democracia no país, em 1982", e é promovida pelos governadores departamentais opositores, alguns deles em greve de fome.

Os governadores departamentais em greve são os de Santa Cruz, Rubén Costas; Beni, Ernesto Suárez, e Pando, Leopoldo Fernández, todos eles aliados em sua demanda por autonomia.

Nas próximas horas, devem se somar à greve a governadora de Chuquisaca, Savina Cuéllar, e o de Tarija, Mario Cossío.

Quiroga rejeitou a denúncia e replicou que o Governo Morales deve, por outro lado, esclarecer "o terrorismo de Estado que segue impune", em alusão a uma denúncia contra um militar membro da segurança do presidente que, em junho, teria participado de um atentado contra um canal de televisão que criticava o Executivo.

"Peço aos bolivianos que não se deixem distrair. Todos os que estão causando controvérsia estão distraindo em relação ao exercício eleitoral de domingo. No domingo, digam: 'não a mais inflação, não a mais chavismo, não a mais divisão, não a mais terrorismo de Estado", disse o ex-presidente.

Quiroga convocou dessa forma a população a votar contra Morales no referendo revogatório ao qual o presidente, seu vice-presidente, Álvaro García Linera, e oito governadores departamentais submeterão seus mandatos, neste domingo, 10 de agosto. EFE ja/bm/gs

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