Oposição diz que denúncia de complô é estratégia de Chávez

Caracas, 11 set (EFE).- Vários setores da oposição venezuelana disseram hoje que as denúncias de um suposto complô contra o presidente Hugo Chávez são parte de uma estratégia do Governo visando às próximas eleições ou à ocultação de outros assuntos.

EFE |

Em comunicado, os opositores do partido Copei advertiram que a denúncia do suposto plano contra Chávez, feita pública ontem à noite em um programa da televisão estatal, é "parte da estratégia eleitoral do oficialismo, repetido em cada uma das disputas" eleitorais dos últimos dez anos.

Na nota, Juan Francisco Contreras, vice-presidente de assuntos internacionais do partido, disse que além da campanha pelas regionais de novembro "o Governo procura diminuir a atenção que existe em torno do julgamento" em Miami "pelo caso dos US$ 800 mil que foram enviados no ano passado da Venezuela à Argentina".

Segundo Contreras, o setor governista do país "sabe que neste momento está perdendo as eleições de governadores e prefeitos, e de qualquer maneira pretende exacerbar os ânimos de seus seguidores através de uma estratégia bem conhecida".

"É outra cortina de fumaça para tentar tapar todos os problemas que existem no país", disse o político.

Com ironia, o diretor da rede de televisão privada "Globovisión" Alberto Federico Ravell ressaltou que "as prisões deveriam estar cheias dos que tentaram assassinatos anteriores".

"Cada vez que vem uma eleição, denunciam um magnicídio e eu não conheço um só preso por magnicídio", afirmou o diretor da "Globovisión", em declarações à imprensa local antes de o presidente Chávez anunciar a detenção de várias pessoas supostamente relacionadas em uma conspiração.

Já o Partido Socialista Unido da Venezuela chamou hoje "o povo chavista" a uma imediata mobilização em todo o país para preparar "um contra-ataque revolucionário".

"Demonstraremos a eles quem vão enfrentar, com quem vão brigar" as forças antigovernamentais que estão por trás do suposto complô, disse em coletiva de imprensa o vice-presidente do partido, Alberto Müller. EFE eb/rr

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