Oposição diz que 79 foram detidos durante protestos no Irã

Site opositor diz que milhares participaram de manifestação contra governo que pediu libertação de Mousavi e Karroubi

iG São Paulo |

O site Sahamnews, ligado à oposição iraniana, afirmou que a polícia fez ao menos 79 detenções durante protestos contra o governo na terça-feira. As autoridades negaram a informação e mídia estatal não noticiou as manifestações.

Segundo o site, milhares de iranianos participaram da manifestação em Teerã, que também pediu a libertação de dois líderes opositores, Mir Hossein Mousavi e Mahdi Karroubi, que teriam sido presos e levados a um local desconhecido.

Testemunhas disseram que a polícia usou bombas de gás lacrimogênio para dispersar o protesto. Segundo outro site opositor, o Kaleme, as bombas foram lançadas pelas forças de segurança e também por "pessoas usando roupas de civis".

Nesta terça-feira, as autoridades iranianas negaram-se a confirmar o paradeiro dos dois líderes, que estavam sob prisão domiciliar desde 14 de fevereiro, quando convocaram uma manifestação em apoio às revoltas populares no mundo árabe.

De acordo com sites da oposição, na última quinta-feira os dois líderes e suas mulheres foram levados para uma prisão.

Na segunda-feira, o procurador-geral do Irã e porta-voz do Poder Judiciário, Gholam Hussein Mohseni Ejei, confirmou que a polícia tinha "isolado" Mousavi e Karroubi. No entanto, nesta terça-feira, durante sua conversa semanal com jornalistas, o porta-voz da chancelaria iraniana, Ramin Mehmanparast, negou-se a confirmar ou negar as prisões, dizendo se tratar de uma "questão doméstica" que está sendo explorada por governos estrangeiros a fim de prejudicar a imagem do Irã.

"As notícias relacionadas a algumas pessoas serão examinadas pelas autoridades judiciais, dentro dos marcos legais", disse Mehmanparast. "A questão não pode ser usada como pretexto pela América e por alguns outros países ocidentais para tentar desviar as atenções de todos para questões irreais."

Em nota divulgada pelo site Kaleme, as filhas de Mousavi disseram que só poderão negar a prisão de seus pais se puderem "visitá-los imediatamente, sem ameaçar e sem a presença das forças de segurança".

Alguns deputados pedem a pena de morte para Mousavi e Karroubi, acusando-os de praticar "sedição" ao comandarem os protestos que ocorreram no Irã depois das suspeitas de fraude na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad em 2009.

Com BBC e Reuters

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