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Oposição denunciará Morales por abuso de bens do Estado em sua campanha

La Paz, 31 ago (EFE).- O partido opositor boliviano Poder Democrático e Social (Podemos) anunciou hoje que processará o presidente do país, Evo Morales, na Corte Nacional Eleitoral (CNE) pelo uso e abuso de bens do Estado em sua campanha para as eleições gerais de dezembro.

EFE |

Jorge "Tuto" Quiroga, líder do Podemos e ex-presidente da Bolívia (2001-2002), reivindicou em entrevista coletiva que o "abuso grotesco" da infraestrutura do Estado para favorecer a campanha de Morales "tem que parar".

O Podemos deve fazer entre hoje e quarta-feira sua queixa, na qual apresentará documentos sobre o uso de carros oficiais do presidente em atos de sua candidatura à reeleição.

Candidato no próximo pleito, Quiroga deu como exemplo do emprego de meios estatais para a campanha de Morales o uso de helicópteros e pequenos aviões para chegar a seus atos eleitorais, assim como o "abuso" da televisão pública boliviana como "um espaço de propaganda".

O ex-presidente boliviano atribuiu a utilização da logística estatal por parte do partido governista Movimento Ao Socialismo (MAS) ao "desespero do Governo" perante o avanço do novo censo biométrico que regerá as eleições de dezembro.

Segundo o líder opositor, a aplicação desse novo censo revelará a "fraude montada pelo MAS em zonas rurais e que não se repetir".

Este moderno registro de eleitores, que inclui pela primeira vez dados digitais como a assinatura, a fotografia e as impressões digitais dos cidadãos, começou em 1º de agosto.

Nas últimas semanas, Evo Morales passou a dividir seu tempo como presidente com as atividades de candidato à reeleição, uma circunstância cujo único precedente na história democrática da Bolívia remonta à década de 60, com Víctor Paz Estensoro. EFE vs/bba

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