Oposição de esquerda grega pede queda de Governo após distúrbios

Atenas, 9 dez (EFE).- Os partidos de esquerda na Grécia, opositores, condenaram hoje os distúrbios que ocorrem desde sábado, após a morte de um adolescente pela Polícia, mas responsabilizaram o Governo pelo descontentamento social que, segundo eles, motiva estes protestos e chegaram pedir que os jovens ajudem a derrubá-lo.

EFE |

O presidente da Coalizão de Esquerda e Progresso (SYRIZA), Alekos Alavanos, pediu hoje ao Governo grego, conservador, "medidas reais a favor da juventude" para aliviar o descontentamento social.

Após uma reunião com o primeiro-ministro, Costas Caramanlis, para abordar a onda de violência, Alavanos disse que "é um problema político que requer uma solução política, com medidas como emprego para os jovens, bom ensino, áreas de lazer e uma 'organização democrática' da Polícia nos bairros".

"Estamos contra a violência cega, mas é preciso compreender que estamos diante de um fenômeno com sentimentos de ira e vingança", indicou o representante da quarta força política no Parlamento grego.

Por isso, segundo suas palavras, conclamou "os jovens a batalhar de forma sistemática e pacífica para que se vá o Governo".

A Secretária-geral do Partido Comunista da Grécia (KKE), Aleka Papariga, declarou hoje, após reunião com Caramanlis, que não justificava a violência. "De nenhuma maneira relacionamos as desordens com a justificada ira e o desejo de vingança contra a opressão estatal pela vítima", disse Papariga.

A dirigente do Partido Comunista, que teve 8% dos votos nas últimas eleições, declarou que "o núcleo dos radicais encapuzados" que ocasiona os distúrbios "brotou do poder estatal, durante os Governos conservadores e socialistas".

Papariga acusou o Executivo de usar esses grupos radicais "para justificar a 'opressão estatal' e para difamar e quebrar o 'movimento popular'".

Rejeitou também a realização de eleições antecipadas sob as atuais circunstâncias por considerar que "eleições em clima de violência estatal e repressão não terão muitos resultados". EFE afb/jp

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