Oposição da Mauritânia pede para golpistas garantirem transição democrática

Nuakchott, 7 ago (EFE) - Os partidos da oposição mauritana pediram hoje ao Conselho de Estado, criado após o golpe militar de quarta-feira, que forneça garantias sérias para a realização de eleições livres e transparentes e para o retorno da normalidade constitucional.

EFE |

"Convidamos o Conselho de Estado a que entabule acordos para definir a duração da transição que deve garantir uma volta rápida a uma vida constitucional normal", disseram em comunicado os signatários, entre os quais se encontra o Reagrupamento das Forças Democráticas (RFD).

O texto, assinado também pelo Movimento para a Democracia Direta (MDD), o Partido Mauritano para a Unidade e a Mudança (Hatem) e a Aliança para a Justiça e a Democracia - Movimento para a Renovação na Mauritânia (AJD/MR), pediu que seja especificado "o conteúdo do programa da transição".

Os signatários, que não expressaram no texto a repulsa ao golpe, solicitaram ainda aos militares que se associem com o resto de atores políticos para detalhar a agenda e selecionar as pessoas encarregadas de sua execução, assim como que ofereçam "garantias sérias" para a realização do pleito.

Em sua opinião, essas são medidas que devem ser tomadas "para evitar a reprodução dos erros do passado, que mancharam o processo democrático do país e foram a causa principal das disfunções que conduziram às crises vividas na Mauritânia".

Os quatro partidos expressaram com essa nota seu compromisso com o "bom funcionamento" das instituições democráticas do país e sua vontade de trabalhar "pela materialização dos objetivos de reforma e de mudança que constituem a base do projeto político comum".

O comunicado foi divulgado pouco depois que o Conselho de Estado, presidido pelo general Mohammed Ould Abdel Aziz, anunciou que exercerá durante o tempo "mais curto possível" a Presidência da República e que, em virtude desses poderes, nomeará um novo Executivo. EFE mo/db

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