Nuakchott, 4 fev (EFE).- O líder da oposição na Mauritânia, Ahmed Ould Daddah, dirigente do Agrupamento de Forças Democráticas (RFD) apresentou hoje um plano para tirar ao país da crise que vive desde o golpe de Estado de 6 de agosto do ano passado.

O pacote de medidas rejeita a possibilidade de que policiais ou membros das Forças Armadas que estiveram de serviço durante o golpe se candidatem às eleições presidenciais de 6 de junho, indicou Ould Daddah em entrevista coletiva.

Além disso, pede que "não se retorne à situação anterior" ao golpe de Estado dirigido pelo general Mohammed Ould Abdelaziz, e defende a manutenção da Constituição em sua atual redação "durante a atual conjuntura de exceção".

Ele pede, também, "garantias para a organização de eleições livres e transparentes, nas quais os integrantes do Governo provisório não possam se candidatar nem apoiar candidaturas de maneira direta ou indireta".

O dirigente opositor mauritano pede também a formação de um Executivo de união nacional encarregado de administrar o período de transição, no qual estejam incluídos todos os partidos representados no Parlamento e outros partidos políticos com peso eleitoral.

Daddah, que teve 48% dos votos nas eleições presidenciais de março de 2007, vencidas pelo presidente deposto Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdalahi, não se pronunciou, no entanto, sobre sua possível candidatura. EFE mo/jp

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