Oposição critica Morales por admitir que comete irregularidades

La Paz, 31 jul (EFE).- A oposição e alguns jornais bolivianos criticaram hoje o presidente do país, Evo Morales, por admitir que costuma adotar medidas ilegais conscientemente, embora seu partido tenha defendido que são decisões contra leis neoliberais que impedem o avanço de suas reformas.

EFE |

Dirigentes do partido opositor Poder Democrático e Social (Podemos), de linha conservadora e que controla o Senado, defenderam hoje que a "confissão" do governante explica "a destruição da ordem institucional" e advertiram de que deve se preparar para um julgamento.

Morales admitiu na terça-feira que, apesar dos conselhos contrários de juristas ao seu redor, às vezes resolve adotar ações ilegais para aplicar suas reformas, mas depois pede aos assessores para legalizar as medidas.

"Quando algum jurista me diz: 'Evo, está se equivocando juridicamente, isso que está fazendo é ilegal', bom, eu introduzo, por mais que seja ilegal. Depois digo aos advogados: 'se é ilegal, legalizem vocês, para que estudaram?'", disse Morales.

O senador do Podemos Luis Vásquez disse que as palavras do presidente dão a razão a seu partido quando critica que o Governo "destrói toda ordem institucional" e "cria desordem coletiva".

Um de seus correligionários, o constituinte José Antonio Aruquipa, disse em artigo publicado hoje que a admissão ajuda a compreender "a causa da crise institucional, política, econômica e regional que empurrou o país para a beira da divisão".

Segundo a imprensa local, o deputado do Podemos Fernando Messmer advertiu de que Morales deve se preparar para enfrentar um julgamento de responsabilidades, porque "pisoteou" as leis.

Já o "La Prensa", em seu editorial, chama as expressões de Morales de "desafortunadas" e, em sua opinião, confirmam o temor de que há "uma alarmante deterioração das instituições bolivianas". EFE ja/bm/db

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