Oposição critica governo da Grécia por incêndios

ATENAS (Reuters) - O líder da oposição socialista disse que o governo trabalhou mal na luta contra os incêndios que atingiram os subúrbios de Atenas, destruiram milhares de hectares de floresta e forçaram milhares de pessoas a abandonar suas casas. Estes incêndios devem pôr fim a um estado ineficiente, que flerta com a ausência de leis e a ilegalidade, disse George Papandreou. Isto não era inevitável, poderia ter sido evitado se as lições de 2007 tivessem sido aprendidas.

Reuters |

O governo conservador, que deve enfrentar eleições no ano que vem, disse que ventos muito fortes dificultaram a luta contra o fogo no leste de Ática, onde trechos de floresta e mais de 150 casas foram destruídos.

A mídia também criticou a maneira como o governo lidou com os incêndios, que já foram contidos.

"Se aquilo que vimos em Ática é o melhor que o governo pode fazer, é óbvio que devemos substitui-lo", disse o jornal liberal Ethnos em seu editorial.

"Erros fatais e limitações", dizia a manchete do diário conservador Kathimerini, segundo o qual as autoridades cometeram os mesmos erros de 2007, quando o pior incêndio de que se tem notícia matou 65 pessoas, a maioria na península do Peloponeso.

O primeiro-ministro Costas Karamanlis se sustenta sobre uma maioria de apenas uma cadeira e a oposição socialista, que lidera as pesquisas de opinião, deixou claro que irá forçar uma eleição antecipada em março, quando o parlamento elege um novo presidente.

Os incêndios deste ano começaram na sexta-feira no vilarejo de Grammatiko, cerca de 40 quilômetros ao nordeste de Atenas, e se espalharam rapidamente pelas montanhas ao leste de Ática.

Aviões gregos, italianos e franceses e centenas de bombeiros e soldados lutaram com as chamas, que arderam por três dias, devorando cerca de 30 mil hectares de floresta, terras agricultáveis e campos de oliveiras.

Milhares fugiram após a declaração de estado de emergência na área, mas muitos ficaram para debelar as chamas com mangueiras de quintal e galhos de árvores.

Um promotor público ordenou uma investigação para descobrir se os incêndios foram propositais, pois começaram na mesma área onde proprietários de terras já queimaram terras no passado.

O governo disse nesta terça-feira que vai reconstruir as casas destruídas e apoiar fazendeiros locais, prometendo replantar as florestas e tomar medidas de proteção no futuro. Mas o porta-voz do governo, Evangelos Antonaros, disse que construções ilegais não receberão nenhuma ajuda.

(Reportagem de Dina Kyriakidou)

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