Oposição começa a recolher assinaturas contra decretos-leis de Chávez

Caracas, 24 ago (EFE) - Agremiações profissionais e sindicais venezuelanas anunciaram hoje que começaram a recolher assinaturas em todo o país para apoiar um recurso perante a Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o pacote de 26 decretos-lei emitidos pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

EFE |

O chefe de Estado decretou, no final de julho, as 26 leis, que afetam as áreas de produção agrícola, habitação, propriedade social e a Força Armada, entre outras, com os poderes especiais concedidos em janeiro de 2007 pela Assembléia Nacional (AN) por um período de 18 meses.

Em comunicado, diretores dos sindicatos de advogados, jornalistas e médicos disseram que, a partir de hoje, querem recolher "um milhão de assinaturas" para apoiar o pedido que farão à OEA.

A solicitação consiste em que seja convocado o Conselho Permanente dessa organização para analisar "a alteração da ordem constitucional" registrada na Venezuela por causa da aprovação por decreto presidencial desse pacote legislativo.

"Não temos a intenção de ir contra um Governo estabelecido por mecanismos democráticos, só exigimos, como cidadãos, sermos respeitados", disse a secretária-geral do Colégio Nacional de Jornalistas, Silvia Alegrett.

Várias agremiações profissionais e setores políticos de oposição disseram que os decretos-lei não só "violam princípios constitucionais", mas pretendem implantar algumas das propostas de reforma da Carta Magna apresentadas por Chávez em 2007 e rejeitadas no referendo popular de 3 de dezembro. EFE gf/db

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