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Oposição chama de prematura idéia de Governo de coalizão no Zimbábue

Harare, 10 jun (EFE) - O Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês), principal partido da oposição zimbabuano, chamou hoje de prematura a idéia de entrar em um Governo de coalizão com a legenda União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF) antes do segundo turno das eleições gerais do dia 27. O líder do MDC, Morgan Tsvangirai, disse em entrevista coletiva em Harare que as notícias de que seu partido está forjando uma aliança com a Zanu-PF são apenas versões. Há uma crescente expectativa sobre a questão de formar um Governo de união nacional. Os boatos sobre isso crescem e alguns até dizem que há negociações em andamento entre o MDC e a Zanu-PF, enquanto outros afirmam que já assinamos um acordo.

EFE |

Nada poderia estar mais longe da verdade", disse Tsvangirai.

Segundo o líder opositor, seu partido não recebeu qualquer proposta do Governo do presidente zimbabuano, Robert Mugabe, a quem enfrentará nas próximas eleições.

"Desde que as eleições foram anunciadas para o dia 27, nada mudou, concorreremos às mesmas, a menos que Mugabe admita sua derrota e se retire antes", acrescentou Tsvangirai.

Ele ressaltou que enfrentará nas urnas o chefe de Estado, apesar da crescente onda de ataques e intimidação da Zanu-PF contra os seguidores do MDC.

Tsvangirai acusou também o partido governante de ser o autor de um documento que leva sua assinatura e a do secretário-geral do MDC, Nelson Chamisa, no qual, supostamente, o partido opositor promete restituir a seus donos originais as fazendas desapropriadas dos zimbabuanos brancos pelo Governo de Mugabe.

"Este documento falseia a política de nosso partido em relação à posse da terra no Zimbábue e também ao futuro dos membros das Forças Armadas, dos empregados da Administração pública e dos antigos combatentes da independência", todos eles seguidores fiéis do Governo de Mugabe.

Tsvangirai ressaltou, por outra parte, que "a ilegitimidade deste regime certamente será confirmada se Mugabe se declarar vencedor" das eleições.

A Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC) anunciou em 2 de maio que Tsvangirai tinha obtido na primeira rodada 47,9% dos votos, contra 43,2% de Mugabe, e que era necessário um segundo turno, já que nenhum candidato superou os 50% dos votos para uma maioria direta, como estipulam as leis eleitorais zimbabuanas. EFE sk/db

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