Oposição boliviana rejeita mediação de Brasil, Argentina e Venezuela

O influente Comitê civil-empresarial da região opositora de Santa Cruz vetou a eventual presença de Brasil, Argentina e Venezuela em uma comissão mediadora internacional para solucionar a crise política na Bolívia, informou nesta quarta-feira a imprensa local.

AFP |


"Os governos de Brasil, Argentina, Venezuela e outros amigos estrangeiros do MAS (Movimento Ao Socialismo, no governo), não vêm à Bolívia para mediar. Vêm para defender seus próprios interesses, vêm para defender os interesses de suas empresas multinacionais", ressalta um comunicado do Comitê Cívico, publicado pelo jornal La Razón.

A organização civil, fortemente ligada a ricos empresários agroindustriais, revelou que existe um pré-acordo para que Brasil, Argentina, Colômbia e México integrem uma comissão mediadora, que se somaria aos esforços da Igreja Católica no diálogo com o governo e a oposição para solucionar a crise política.

Com relação aos países que atuariam para facilitar o diálogo, o Comitê Cívico frisou que "o mais importante é que a composição do grupo de países amigos internacionais seja equilibrada e não esteja submetido à influência do (presidente) venezuelano (Hugo) Chávez".

O presidente Morales mantém estreitos laços políticos com os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, países que também têm atividades petroleiras na Bolívia, por meio de suas empresas Petrobras e PDVSA.

Além da mediação da Igreja Católica, uma comissão da Organização de Estados Americanos, liderada pelo ex-chanceler argentino Dante Caputo, estuda na Bolívia a possibilidade de se buscar uma aproximação entre o governo e regiões opositoras, que tentam estabelecer a nova Constituição de cunho indígena e os estatutos autonômicos.

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