Oposição birmanesa lança campanha para libertar Suu Kyi

Bangcoc, 12 fev (EFE).- O principal partido da oposição democrática de Mianmar (antiga Birmânia) lançou hoje uma campanha para exigir que a Junta Militar liberte a líder da legenda, a Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, sob prisão domiciliar desde 2003.

EFE |

Centenas de militantes e simpatizantes da Liga Nacional pela Democracia (LND) foram à sede do partido, em Yangun, para colocar o nome em um enorme cartaz, informou o partido, em uma nota.

A campanha foi inaugurada coincidindo com a celebração do Dia da União, que lembra a data em que Aung San, pai da líder opositora, declarou, em 1947, a independência unilateral do Reino Unido.

Segundo o porta-voz da LND, Nyan Win, a iniciativa se estende a todos os presos políticos e se ampliará a todo o país, para ganhar apoio a favor de sua causa entre as minorias étnicas.

O ato contou com a presença de 300 simpatizantes e dos embaixadores da Alemanha, Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido.

Na nova capital, Naypyidaw, o chefe da Junta Militar, general Than Shwe, pediu em seu discurso por ocasião do Dia da União que todos os birmaneses se esforcem para construir "uma nação moderna e desenvolvida", de acordo com os princípios da Constituição aprovada em plebiscito em 2008, um documento considerado uma farsa pela oposição democrática.

O mapa do caminho do regime rumo à democracia inclui a convocação de eleições em 2010, mas Suu Kyi não poderá se apresentar, por ser viúva de um estrangeiro, de acordo com a Carta Magna. EFE grc/an

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