Oposição aumenta para 72 o número de mortos em protestos no Irã

TEERÃ - O número de vítimas fatais nos protestos pós-eleitorais no Irã é de 72, segundo uma nova apuração divulgada por um membro da plataforma reformista que apoia o principal candidato presidencial derrotado, Mir Hossein Mousavi.

Redação com agências internacionais |

O número oferecido hoje por Ali Reza Hosseini Baheshti, citado pelos sites reformistas Kaleme e Musharekat, representa um aumento a respeito dos 69 mortos que a oposição dizia ter contabilizados no início de agosto.

O ativista, filho de um importante aiatolá assassinado no início da Revolução Islâmica, faz parte do comitê criado pela oposição para investigar os protestos.

O governo sustenta, no entanto, que o número de vítimas nos protestos contra a polêmica reeleição do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, não supera os 26.

As autoridades iranianas acusaram a oposição reformista - que qualifica o pleito como fraudulentos - de orquestras e promover os distúrbios, nos quais também foram detidas mais de 4 mil pessoas.

Além disso, o clérigo reformista Mehdi Karroubi, outro candidato derrotado nas eleições de 12 de junho, denunciou violações e torturas aos detidos.

Um tribunal revolucionário de Teerã julga atualmente mais de 100 pessoas acusadas de instigar a revolta e participar de uma conspiração com países ocidentais para causar o que denomina uma "revolução de veludo".

Na semana passada, o novo presidente do Poder Judiciário, aiatolá Sadeq Larijani, formou um comitê especial para revisar a instrução de todos os casos relacionados à revolta, incluindo as denúncias de Karroubi.

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