Oposição argentina não consegue quorum em sessão no Senado e na Câmara

Buenos Aires, 7 abr (EFE).- A fragmentada oposição na Argentina fracassou hoje novamente ao tentar obter o quorum necessário para habilitar as sessões onde pretendiam debater assuntos sensíveis para o Governo tanto no Senado como na Câmara dos Deputados.

EFE |

No Senado a sessão não começou devido a ausência dos 36 senadores do Governo e do opositor ex-presidente Carlos Menem (1989-1999), presença decisiva para possibilitar o debate.

Esta é a quarta vez que a oposição não alcança o quorum apropriado para discutir no Senado a designação da economista Mercedes Marcó del Pont como presidente do Banco Central argentino e uma iniciativa para reformar a co-participação entre o Estado nacional e as províncias na arrecadação do imposto das transferências bancárias.

"O povo argentino está cansado. Há problemas graves para resolver. Peço a reflexão ao bloco governista. Eles têm obrigação de comparecer", disse o senador opositor Adolfo Rodríguez Saá.

Perante o fracasso da sessão, o chefe do bloco opositor União Cívica Radical (UCR), Gerardo Morales, pediu que fosse lida a relação dos senadores ausentes, que serão chamados para a próxima sessão através de avisos nos meios de comunicação e que devem receber multas caso persistam em se ausentar do recinto.

Na Câmara dos Deputados a oposição também não conseguiu quorum para iniciar uma sessão em que pretendia declarar a invalidez do decreto presidencial que criou um fundo milionário a partir de reservas do Banco Central para o pagamento de dívidas com credores privados.

A oposição contava apenas com 117 deputados contra os 129 necessários para iniciar o debate, por isso o titular da Câmara baixa, o governista Eduardo Fellner, resolveu dar por terminada a sessão uma vez transcorridos os 45 minutos regulamentares desde a primeiro chamada para o encontro.

"A responsabilidade do quórum é do espaço que convoca à sessão.

Nós não estivemos de acordo e por tal motivo decidimos não vir. A oposição tinha o número necessário para a sessão e não veio. Estas são as regras de jogo", disse o chefe da bancada governista da Câmara de Deputados, Agustín Rossi. EFE nk/pb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG