Oposição argentina cogita se unir para eleições legislativas de 2009

Buenos Aires, 4 out (EFE) - A dirigente argentina Elisa Carrió qualificou hoje de brilhante uma proposta destinada a pactuar uma aliança de forças opositoras para enfrentar o Governo da peronista Cristina Fernández de Kirchner no pleito legislativo de 2009.

EFE |

"A oposição vai terminar se unindo, mas é preciso dar tempo", afirmou a líder da centrista Coalizão Cívica, que não incluiu nessa possível coalizão o vice-presidente do país, Julio Cobos, em choque com a chefe do Estado.

Carrió elogiou seu aliado, o presidente do Partido Socialista (PS), Rubén Giustiniani, que, nesta sexta-feira, propôs formar "frentes eleitorais" ao participar, de surpresa, da Convenção Nacional da União Cívica Radical (UCR), segunda maior legenda do país.

"É preciso fazer uma aliança com o melhor do radicalismo, vamos fazer isso", afirmou Carrió, que iniciou sua carreira política na UCR, para depois advertir de que "os tempos não são os das manchetes dos jornais".

Nas eleições presidenciais de 2007, Cristina venceu com 44,9% dos votos, e Carrió, que teve como companheiro de chapa o socialista Giustiniani, reuniu 22,9% e foi a segunda candidata mais votada.

"Parece-me que o que Giustiniani fez ontem (sexta-feira), pelas mãos da melhor gente do radicalismo, é muito positivo para uma futura coalizão nacional que governe a Argentina com a atenção em 2011", quando termina o mandato da atual governante, disse Carrió.

Em declarações à "Radio Del Plata", a líder política avaliou que o entusiasmo gerado pela figura de Cobos, também de origem radical e que nos últimos meses aprofundou suas divergências com o Governo, "vai terminar por si só".

Durante a Convenção Nacional da UCR, que termina hoje no centro do país, será debatida uma proposta para aceitar o retorno de Cobos, que tinha sido expulso do partido após se somar a uma coalizão com o peronismo governante.

Atualmente, o Governo é maioria no Parlamento, e no pleito de 2009, será renovada a metade das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados, além de um terço do Senado, que tem 72 membros. EFE hd/db

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