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Oposição argentina anuncia fim do poder invencível de Kirchner

Buenos Aires, 19 jul (EFE).- A ex-candidata à Presidência da Argentina e líder da opositora Coalizão Cívica, Elisa Carrió, disse hoje que a derrota do Governo no Senado e a suspensão dos tributos que geraram o conflito com o campo marcam o desaparecimento do poder invencível do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007).

EFE |

"O grande protagonista foi o povo, que derrotou o poder invencível do homem que tinha seqüestrado um Governo e um país, (homem) que era Néstor Kirchner, que hoje não existe", disse Carrió a uma rádio de Buenos Aires.

A líder da oposição disse que a luta agropecuária contra os impostos variáveis sobre as exportações de grãos "foi uma revolução pacífica e republicana".

Na quinta-feira, a atual presidente argentina, Cristina Fernández, viveu sua maior derrota política desde que tomou posse, há sete meses.

Em uma votação no Senado, a bancada governista não conseguiu a maioria necessária para aprovar o tributo, já que, em uma atitude considerada desleal, o vice-presidente argentino e presidente da casa, Julio Cobos, votou contra o projeto do Governo.

"Quem tinha o poder real era Kirchner e isso debilitava o poder institucional da presidente, o esvaziava. (Agora), o poder real de Kirchner desapareceu e, ainda que em gotas, o poder institucional de Cristina pode se recuperar pouco a pouco, à medida que ela se respaldar no diálogo e no consenso", opinou Carrió.

A líder opositora, que concorreu com Cristina nas eleições presidenciais de outubro, disse que a governante "nunca mais vai poder se respaldar em Kirchner, já que este virou cinza".

Para Carrió, a presidente "tem uma grande oportunidade de relançar seu Governo", e, junto com o vice-presidente, "têm o dever de ter uma relação racional". EFE nk/sc

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